O governo federal publicou o Plano Clima como um guia estratégico para orientar a transição do país rumo a uma economia de baixo carbono. O documento apresenta diretrizes, estratégias e instrumentos de planejamento voltados ao cumprimento dos compromissos brasileiros de redução das emissões de gases de efeito estufa e ao enfrentamento das mudanças climáticas.
Na avaliação da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a proposta reforça a responsabilidade coletiva de adotar um modelo econômico compatível com os limites do planeta. Segundo ela, a transição justa também representa uma oportunidade para superar desigualdades históricas associadas ao atual modelo de desenvolvimento.
O plano consolida as Estratégias Nacionais de Mitigação e as Estratégias Nacionais de Adaptação, além de planos setoriais e temáticos que orientam a atuação do poder público e da iniciativa privada. O conteúdo completo está organizado em 90 páginas, com recursos visuais como gráficos e tabelas para facilitar a leitura por tema.
Aprovado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima em dezembro de 2025, o Plano Clima reúne iniciativas previstas para serem implementadas até 2035, envolvendo diferentes áreas da economia.
Compromissos internacionais
Na abertura da publicação, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, destaca que a nova edição do plano marca um momento decisivo da política climática brasileira, após 17 anos da primeira versão. Para ele, o documento estabelece um caminho transparente e participativo para o cumprimento das metas assumidas pelo país no Acordo de Paris.
A meta do Brasil é reduzir as emissões de gases de efeito estufa de 2,04 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, registradas em 2022, para 1,2 bilhão de toneladas até 2030. Esse volume representa uma redução entre 59% e 67%, conforme o compromisso apresentado pelo país em sua Contribuição Nacionalmente Determinada.
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