Incêndios no Pará elevam poluição e deixam ar insalubre

Santarém registra índice de qualidade do ar de 260, enquanto o estado contabiliza 922 focos ativos de incêndio florestal.

O Pará concentra 922 focos ativos de incêndios florestais e lidera o número de ocorrências no país, segundo dados da plataforma Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No oeste paraense, a situação preocupa especialmente em Santarém, onde a qualidade do ar atingiu um nível considerado muito insalubre nesta segunda-feira (19).

De acordo com a plataforma IQAir, o índice de qualidade do ar em Santarém chegou a 260 pontos. Em Manaus, no Amazonas, o indicador estava em 153, patamar classificado como insalubre. O estado vizinho contabilizava 90 focos ativos de incêndio, depois de registrar mais de mil pontos de fogo ao longo deste mês.

Poluição do ar em Santarém

A estação de monitoramento em Santarém registrou uma concentração de 185 microgramas de material particulado fino por metro cúbico. Essas partículas podem ser inaladas e representam riscos à saúde, principalmente quando a exposição ocorre em concentrações elevadas.

Como referência, o limite mencionado para a legislação brasileira é uma média diária de 32 microgramas por metro cúbico. A concentração registrada em Santarém supera esse valor em mais de cinco vezes, evidenciando a intensidade da poluição atmosférica no município.

A exposição à fumaça de queimadas pode agravar problemas respiratórios e afetar pessoas mais vulneráveis, como crianças, idosos e indivíduos com doenças preexistentes. Os dados apresentados indicam um quadro preocupante para a população das áreas atingidas.

Forças Armadas reforçam o combate aos incêndios

No domingo (18), o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, informou que as operações de enfrentamento aos incêndios florestais na região receberam reforços. Entre as medidas anunciadas estão a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em Manaus e a adaptação de mais cinco aviões para auxiliar no combate ao fogo.

Com a ampliação, 16 aeronaves passam a atuar na região, conforme as informações divulgadas pelo ministro. A estrutura busca fortalecer a coordenação das ações e ampliar a capacidade de resposta diante das queimadas.

Assistência à população afetada

Para reforçar o atendimento às pessoas atingidas pela poluição, está prevista para terça-feira (20) a implantação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa deve ampliar o suporte de saúde diante dos impactos provocados pela fumaça dos incêndios.

Além disso, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) disponibilizou R$ 14 milhões ao Governo do Amazonas para ações relacionadas à situação de emergência.

Os números de focos de incêndio e os índices de qualidade do ar são indicadores distintos: enquanto os primeiros mostram a quantidade de ocorrências ativas identificadas, os segundos ajudam a dimensionar a poluição atmosférica. As informações sobre os focos são atribuídas ao Inpe, e os índices de qualidade do ar, à IQAir.

Com informações da Agência Brasil.

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