Eclipse lunar: veja como será a Lua de sangue observada no Brasil

Fenômeno começa nas primeiras horas da manhã e terá visibilidade limitada em grande parte do país, com melhores condições apenas no extremo oeste.

Um eclipse lunar ocorrerá na manhã do dia 3 de março, despertando o interesse de observadores e especialistas. Apesar da expectativa em torno da chamada “Lua de sangue”, o Brasil não estará em posição privilegiada para acompanhar o fenômeno em sua totalidade.

O eclipse acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados. Nessa configuração, a Terra se posiciona entre o Sol e o satélite natural, projetando sua sombra sobre a superfície lunar. Durante a fase parcial, a sombra avança gradualmente, escurecendo a Lua cheia como se fosse uma mordida.

No estágio total, a luz solar direta deixa de atingir a Lua. A iluminação que chega ao satélite atravessa a atmosfera terrestre, permitindo a passagem predominante da luz vermelha. Esse processo dá origem ao tom avermelhado que popularmente ficou conhecido como Lua de sangue.

No entanto, a maior parte do território brasileiro observará apenas o eclipse penumbral, caracterizado por um leve escurecimento, difícil de perceber a olho nu. Em cidades como São Paulo e Brasília, o fenômeno ocorrerá por volta das 6h, com a Lua já baixa no horizonte oeste e próximo ao nascer do Sol, o que dificulta ainda mais a visualização.

As condições melhoram no extremo oeste do país. Em estados como Acre, Rondônia e oeste do Amazonas, será possível observar parte da fase parcial. O ponto máximo de encobrimento ocorrerá por volta das 5h45, quando grande parte do disco lunar estará coberta.

Mesmo assim, o Brasil não será o melhor local para acompanhar o evento. A observação completa da fase total será mais favorável em regiões do Oceano Pacífico, como Nova Zelândia e ilhas próximas.

Fases do eclipse

Todo eclipse lunar total passa por cinco etapas: penumbral, parcial, total, parcial novamente e, por fim, penumbral. Na fase inicial, a Lua entra na parte mais clara da sombra da Terra, com mudanças pouco perceptíveis no brilho. Em seguida, ao alcançar a região mais escura, tem início o eclipse parcial, quando o escurecimento se torna visível.

No caso do evento de 3 de março, a fase total não será vista no Brasil, pois a Lua já estará abaixo do horizonte quando o fenômeno atingir o ápice.

Cronograma (horário de Brasília):

  • 5h44 – início do eclipse penumbral
  • 6h50 – início do eclipse parcial
  • 8h04 às 9h02 – fase total (não visível no Brasil)

Quanto mais a oeste a localização, maior será a porcentagem de obscurecimento. No extremo oeste, o encobrimento poderá chegar a até 96%, valor próximo da totalidade, mas ainda classificado como eclipse parcial.

Eclipses lunares são relativamente frequentes no país, porém o próximo evento totalmente visível em todo o território brasileiro ocorrerá apenas na noite de 25 para 26 de junho de 2029. Antes disso, haverá um eclipse parcial de grande magnitude em agosto de 2026. Em 2027, os eventos previstos serão apenas penumbrais, e em 2028 ocorrerão eclipses parciais, sem totalidade visível no Brasil.

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