A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em Belém (PA), terminou com consenso em 29 pontos da agenda climática e consolidou um conjunto de 120 planos de aceleração voltados à implementação das decisões globais. Segundo a coordenação da Agenda de Ação da COP30, 190 países aderiram a pelo menos uma das iniciativas reunidas em um banco internacional de propostas para impulsionar políticas ambientais.
Bruna Cerqueira, responsável pela Agenda de Ação, destacou que a organização dessas iniciativas por eixos temáticos — energia, indústria e transporte; florestas, biodiversidade e oceanos; sistemas alimentares e agricultura; cidades, infraestrutura e água; desenvolvimento humano e social; além de financiamento, tecnologia e capacitação — permitiu estruturar ações voluntárias com foco em acelerar entregas concretas.
Os resultados começaram a surgir durante os encontros em Belém, como o avanço da iniciativa global para proteção de terras, que recebeu novos aportes financeiros e ampliou o compromisso de países em melhorar a gestão fundiária. O Brasil anunciou novas demarcações como parte do esforço.
As iniciativas passaram por diagnósticos baseados em 12 alavancas de implementação, avaliando desde regulação até aceitação pública. A estratégia foi guiada pelo Balanço Global, mecanismo do Acordo de Paris usado para medir o progresso das metas de emissões de longo prazo.
Para a coordenação, a estruturação em eixos facilita a conexão entre negociações formais e o cotidiano das pessoas, tornando mais acessíveis temas complexos das negociações internacionais. Com encaminhamentos já iniciados, o desafio passa a ser manter a Agenda de Ação ativa nas próximas conferências, uma tarefa que, segundo Cerqueira, deverá ser continuada pelas futuras presidências da COP.






















