A eleição para o Senado em Mato Grosso terá uma disputa particularmente movimentada em 2026. Ao todo, 10 candidatos foram registrados para concorrer às duas vagas que estarão em jogo no estado.
O prazo para apresentação dos pedidos de registro terminou no sábado, 15 de agosto, e a propaganda eleitoral começou oficialmente neste domingo (16). O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
A quantidade de candidatos chama atenção, mas existe uma informação ainda mais importante para o eleitor: Mato Grosso elegerá dois senadores nesta eleição.
Isso significa que, na urna, o eleitor não escolherá apenas um nome para o Senado. Serão dois votos diferentes para o cargo.
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Por que Mato Grosso vai eleger dois senadores?
O Senado Federal possui 81 cadeiras, sendo três representantes por estado e pelo Distrito Federal.
Em 2026, haverá renovação de dois terços da Casa, o equivalente a 54 cadeiras. Como consequência, cada unidade da Federação escolherá dois senadores.
No caso de Mato Grosso, as duas vagas que estarão em disputa são as atualmente ocupadas por Jayme Campos (União Brasil) e Carlos Fávaro (PSD).
O eleitor mato-grossense, portanto, encontrará uma disputa com uma característica diferente daquela de 2022, quando apenas uma vaga para o Senado estava em jogo.
Quem são os 10 candidatos ao Senado por Mato Grosso?
Os nomes registrados para a disputa aparecem em ordem alfabética:
Beny Godoy — Agir
Beny Godoy é um dos dois candidatos do Agir na disputa pelo Senado em Mato Grosso.
O partido apresenta, portanto, duas candidaturas para a mesma eleição: Beny Godoy e Professor Nelson Ferreira.
Coronel Darwin — Democrata
O Coronel Darwin concorre pelo partido Democrata.
Seu nome aparece entre os dez registros para as duas vagas disponíveis no Senado por Mato Grosso.
Fávaro — PSD
Carlos Fávaro, do PSD, busca permanecer no Senado Federal.
Ele chegou ao cargo após a cassação do mandato de Selma Arruda e venceu a eleição suplementar realizada em Mato Grosso em 2020. Agora, aparece novamente entre os candidatos para a eleição de 2026.
Galvan — Avante
Antônio Galvan, do Avante, também está oficialmente na disputa.
O nome é conhecido principalmente entre produtores rurais e no setor do agronegócio mato-grossense, segmento no qual construiu sua trajetória pública.
Janaína Riva — MDB
Janaína Riva, do MDB, está entre os nomes que chegam à disputa com forte presença na política estadual.
A deputada estadual concorre agora a uma das duas cadeiras que Mato Grosso terá direito de preencher no Senado.
José Medeiros — PL
José Medeiros, do PL, volta a disputar uma vaga no Senado.
Ele já ocupou uma cadeira na Casa e também exerceu mandato como deputado federal por Mato Grosso.
A candidatura coloca novamente seu nome em uma disputa estadual pelo Senado.
Margareth Buzetti — PP
Margareth Buzetti, do Progressistas (PP), também está entre os dez candidatos.
Ela atualmente ocupa uma cadeira no Senado Federal e foi efetivada como titular após a saída de Carlos Fávaro para assumir o Ministério da Agricultura, antes de retornar posteriormente à Casa.
Agora, disputa uma vaga própria nas eleições de 2026.
Mauro Mendes — União Brasil
O ex-governador Mauro Mendes, do União Brasil, é outro dos principais nomes da disputa.
Mendes comandou o Governo de Mato Grosso por dois mandatos e anteriormente foi prefeito de Cuiabá. Em 2026, deixou o Palácio Paiaguás e entrou na corrida por uma das duas cadeiras do Senado.
Pedro Taques — PSB
Pedro Taques, do PSB, também retorna ao cenário eleitoral de Mato Grosso.
Ex-governador do estado e ex-senador, Taques tenta novamente chegar ao Senado Federal.
Professor Nelson Ferreira — Agir
O décimo candidato é Professor Nelson Ferreira, também do Agir.
Assim como Beny Godoy, ele disputa uma das duas vagas ao Senado pelo partido.
A disputa tem dois votos — e isso pode causar confusão
Essa é uma das principais curiosidades da eleição de 2026.
Como duas vagas estarão disponíveis, o eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes para o Senado.
Não é possível votar duas vezes no mesmo candidato.
A regra é diferente da eleição em que apenas uma cadeira está em disputa. Em 2026, os dois candidatos mais votados em Mato Grosso serão eleitos, desde que atendidos os requisitos legais.
Por isso, a estratégia eleitoral também muda.
Um candidato não precisa necessariamente ser o mais votado do estado para conquistar a vaga. Ele precisa terminar entre os dois primeiros colocados.
Quem aparece na frente nas pesquisas?
Uma pesquisa do Real Time Big Data, realizada entre 7 e 11 de agosto de 2026, colocou Mauro Mendes com 27% das intenções de voto e Janaína Riva com 25% em um dos cenários avaliados.
A diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro informada para o levantamento, de dois pontos. Portanto, os números indicavam empate técnico entre os dois nomes naquele cenário.
É importante destacar que pesquisa eleitoral retrata o momento em que as entrevistas foram realizadas e não representa resultado da eleição.
Além disso, com a campanha oficialmente iniciada em 16 de agosto, os candidatos ainda terão semanas de exposição pública, debates, propaganda eleitoral e atividades de campanha até a votação.
Uma eleição com nomes que já passaram pelo Senado
Outra característica que chama atenção na lista é a quantidade de candidatos que já possuem experiência na política estadual ou federal.
Entre os dez nomes estão Carlos Fávaro, José Medeiros, Margareth Buzetti, Mauro Mendes e Pedro Taques, todos com trajetórias anteriores em cargos públicos de destaque.
Isso faz com que a eleição tenha uma mistura entre nomes que já passaram pelo Senado, políticos com experiência no Executivo e Legislativo e candidatos que buscam conquistar espaço na política nacional.
Mato Grosso terá 2,64 milhões de eleitores
O tamanho do eleitorado também ajuda a dimensionar a importância da eleição.
Mato Grosso possui aproximadamente 2,64 milhões de eleitores, segundo os dados apresentados no levantamento que reuniu os candidatos ao Senado.
O estado aparece como o 18º maior colégio eleitoral do Brasil, representando cerca de 1,66% do eleitorado nacional.
Apesar de ter um eleitorado muito menor que estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, Mato Grosso tem peso estratégico principalmente por sua importância econômica, especialmente no agronegócio.
Quando será a eleição para o Senado em Mato Grosso?
O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado em 4 de outubro.
Se houver segundo turno para os cargos que admitem essa possibilidade, a votação ocorrerá em 25 de outubro. A eleição para o Senado, entretanto, é decidida no primeiro turno, com os dois candidatos mais votados conquistando as vagas.
A propaganda eleitoral começou em 16 de agosto, um dia depois do encerramento do prazo para registro das candidaturas.
Isso significa que, a partir de agora, os dez candidatos passam oficialmente a disputar a atenção dos eleitores mato-grossenses.
Lista completa dos candidatos ao Senado em Mato Grosso
Para facilitar a consulta de quem está pesquisando sobre a eleição, estes são os dez nomes registrados:
| Candidato | Partido |
|---|---|
| Beny Godoy | Agir |
| Coronel Darwin | Democrata |
| Fávaro | PSD |
| Galvan | Avante |
| Janaína Riva | MDB |
| José Medeiros | PL |
| Margareth Buzetti | PP |
| Mauro Mendes | União Brasil |
| Pedro Taques | PSB |
| Professor Nelson Ferreira | Agir |
Os registros eleitorais podem sofrer alterações durante o processo de análise da Justiça Eleitoral, inclusive em razão de contestações ou decisões judiciais. Por isso, a situação jurídica de cada candidatura deve ser acompanhada no sistema oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
O que o eleitor precisa guardar
Para quem vai votar em Mato Grosso, três informações são fundamentais:
São duas vagas para o Senado em 2026.
Cada eleitor terá dois votos para o cargo.
Os dois candidatos mais votados serão eleitos.
A lista atual reúne dez nomes, mas a campanha apenas começou. Com o início oficial da propaganda eleitoral, a disputa tende a ganhar ainda mais visibilidade em todas as regiões do estado, de Cuiabá ao Nortão, passando pelo Médio-Norte, Vale do Araguaia, Sul e Oeste de Mato Grosso.
Para o eleitor, a principal mudança em relação à eleição anterior para o Senado será justamente a necessidade de escolher dois nomes.
E esse detalhe pode fazer uma diferença enorme no resultado final: em uma disputa com dez candidatos e apenas duas cadeiras, cada voto passa a ter peso ainda maior na formação da bancada que representará Mato Grosso no Senado Federal a partir de 2027.
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