Moraes manda colocar tornozeleira em Bolsonaro e impõe novas restrições na prisão domiciliar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou novas medidas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao autorizar prisão domiciliar por 90 dias. Na decisão, o magistrado ordenou o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, restringiu visitas e proibiu o acesso a redes sociais e celular.

Moraes também citou diretamente o episódio em que Bolsonaro rompeu o equipamento de monitoramento, mencionando inclusive o uso de solda para danificar a tornozeleira, o que levou ao endurecimento das regras.

Moraes cita uso de solda para reforçar fiscalização

Na decisão, o ministro afirmou que o histórico recente justifica maior controle sobre o ex-presidente.

“A utilização de instrumento apto a violar o dispositivo de monitoramento eletrônico, inclusive com emprego de solda, demonstra a necessidade de reforço na fiscalização”, escreveu Moraes.

Segundo o STF, o monitoramento será contínuo durante todo o período da prisão domiciliar.

Caso as regras sejam descumpridas, a medida pode ser revogada imediatamente.

Bolsonaro terá visitas limitadas e não poderá usar redes sociais

A decisão estabelece várias restrições ao ex-presidente.

Ele deverá permanecer em casa e só poderá sair com autorização para tratamento médico.
As visitas ficam limitadas a:

  • esposa, filha e enteada
  • advogados
  • profissionais de saúde

Também está proibido:

  • usar celular
  • acessar redes sociais
  • gravar vídeos
  • manter contato com investigados
  • receber pessoas sem autorização

Vigilância inclui área externa da casa

O ministro determinou que a fiscalização não será feita apenas pela tornozeleira.

A decisão permite vigilância presencial, inclusive com agentes no entorno da residência.

Segundo o documento, poderá haver:

  • monitoramento na área externa
  • abordagem de pessoas que entrarem no local
  • verificação dentro da casa em caso de suspeita
  • revistas em veículos e visitantes

O objetivo, segundo Moraes, é evitar qualquer repetição do episódio em que o equipamento foi rompido.

Episódio com tornozeleira levou à prisão

A referência ao uso de solda lembra o episódio que resultou na prisão anterior do ex-presidente.

Bolsonaro foi detido após romper a tornozeleira eletrônica, o que acionou o sistema de monitoramento.
Depois disso, ele passou a cumprir pena no Complexo da Papuda, em Brasília, em ala separada.

Condenado a mais de 27 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe e organização criminosa, o ex-presidente segue sob custódia, e a prisão domiciliar atual é temporária e sob vigilância reforçada.

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