TSE recebe embaixadores para explicar segurança da urna

Mais de 100 diplomatas participam de reunião no TSE sobre o sistema eletrônico de votação e as medidas de segurança para as eleições de 2026.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta segunda-feira (17) uma reunião com mais de 100 diplomatas para apresentar o funcionamento do sistema eletrônico de votação brasileiro. O encontro também abordará os mecanismos de segurança e transparência adotados pela Justiça Eleitoral.

A Sessão Informativa para Embaixadas será conduzida pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, que deverá explicar o passo a passo da votação por meio da urna eletrônica. Em ocasiões anteriores, o magistrado classificou o equipamento como “patrimônio do povo brasileiro”.

Todos os chefes de embaixadas instaladas em Brasília foram convidados. A reunião será fechada e está prevista para começar às 14h.

Segundo o TSE, o objetivo é apresentar aos representantes estrangeiros as tecnologias utilizadas e a arquitetura de segurança que integra o processo de votação nacional.

Nunes Marques também deverá detalhar medidas de contingência relacionadas ao uso de deepfakes durante as campanhas eleitorais. A preocupação envolve conteúdos produzidos com inteligência artificial capazes de substituir rostos ou clonar vozes em vídeos e áudios com elevado grau de fidelidade, além do disparo em massa de desinformação estruturada.

Mais de 100 diplomatas confirmaram presença. Desde junho, o TSE vem promovendo reuniões com integrantes do corpo diplomático sediado em Brasília como parte da estratégia de apresentar informações sobre a segurança e a integridade do processo eleitoral brasileiro.

Somente no início de agosto, foram realizados encontros com representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), da União Europeia, dos Estados Unidos e de Cuba.

Outro tema previsto na reunião é a atuação das missões de Observação Internacional. Essas equipes estrangeiras acompanham as eleições e produzem relatórios independentes sobre a integridade do processo eleitoral.

Para as eleições de 2026, cinco instituições internacionais já confirmaram o envio de observadores: Organização dos Estados Americanos (OEA), União Europeia, Parlamento do Mercosul (Parlasul), União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), Liga dos Estados Árabes e Rede dos Órgãos Jurisdicionais de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP).

Na eleição presidencial de 2022, 13 missões internacionais acompanharam a votação realizada no Brasil.

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