AGU pede investigação ao CNJ após decisão sobre estupro envolvendo menor

Órgãos federais questionam decisão de desembargador que havia absolvido acusado em caso envolvendo adolescente de 12 anos. Magistrado posteriormente reviu o entendimento e determinou a prisão dos réus.

A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério das Mulheres encaminharam ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um pedido para investigar a conduta de um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O magistrado havia absolvido um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos, além da mãe da vítima, que teria sido conivente com o crime.

Na manifestação, a AGU argumenta que a decisão da 9ª Câmara Criminal, baseada no voto do desembargador, contraria a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o órgão, a interpretação de que haveria um suposto núcleo familiar não se sustenta diante do sistema jurídico de proteção integral a crianças e adolescentes.

Para a instituição, o caso não pode ser caracterizado como relação afetiva ou familiar, mas sim como uma situação de exploração sexual de menor.

Revisão da decisão

Diante da repercussão pública, o desembargador voltou atrás ainda no mesmo dia. Em decisão individual, restabeleceu a sentença de primeira instância, que havia condenado o homem e a mãe da adolescente.

Além disso, o magistrado determinou a prisão dos acusados, retomando as medidas definidas originalmente pela Justiça.

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