O atendimento de urgência está em risco? A situação do Samu em Mato Grosso acendeu um alerta na Assembleia Legislativa. A Comissão de Saúde convocou o secretário estadual para explicar demissões e possíveis fechamentos de bases do serviço.
Convocação e audiência pública
A convocação foi aprovada após profissionais do Samu denunciarem risco de paralisação. Uma audiência pública está marcada para discutir o tema e ouvir autoridades e trabalhadores da área.
O debate ocorre em meio a relatos de cortes que podem comprometer o funcionamento do atendimento móvel de urgência, considerado essencial no sistema público de saúde.
Demissões e risco operacional
Segundo profissionais, dezenas de trabalhadores do Samu devem ser desligados entre o fim de março e o início de abril. A previsão é que os cortes avancem até julho, afetando grande parte da equipe.
- Mais de 50 profissionais podem ser demitidos inicialmente
- 90% do quadro atual é formado por contratos temporários
- Bases em Cuiabá e Várzea Grande podem ser fechadas
Esse cenário levanta preocupação sobre um possível colapso no atendimento pré-hospitalar, que depende de equipes completas para responder a emergências.
Importância do serviço de urgência
O Samu é responsável pelo primeiro atendimento em casos críticos, como acidentes de trânsito, infartos e AVC. A atuação rápida pode ser decisiva para salvar vidas.
O serviço atua de forma complementar a outras forças, como o Corpo de Bombeiros, que auxilia em resgates mais complexos. Já o atendimento médico e clínico é atribuição direta das equipes do atendimento móvel de urgência.
Críticas e propostas
Parlamentares defendem a manutenção do serviço e criticam tentativas de mudança na gestão do atendimento. Entre as propostas estão:
- Renovação dos contratos temporários
- Convocação de aprovados em concurso público
- Ampliação do quadro permanente de profissionais
Também há questionamentos sobre a baixa convocação de aprovados em concurso recente, o que, segundo relatos, contribui para a fragilidade do sistema.
Impacto na população
A redução no efetivo do Samu pode afetar diretamente o tempo de resposta em emergências médicas, especialmente em áreas urbanas com alta demanda.
Especialistas alertam que a continuidade do serviço de emergência depende de planejamento e investimentos consistentes, garantindo atendimento rápido e eficiente à população.
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