Procuradoria debate avanços e desafios das mulheres

Encontro nacional reúne lideranças para discutir proteção às mulheres e falhas na aplicação da lei.

O que ainda impede a proteção efetiva das mulheres no Brasil? Esse foi um dos principais pontos discutidos durante o VI Encontro Nacional das Procuradoras da Mulher no Legislativo, realizado nesta quarta-feira (18), em Brasília.

Debate nacional sobre políticas para mulheres

A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso participou do evento, que integra a campanha Março Mulher. O encontro reuniu parlamentares de diferentes esferas para discutir o fortalecimento das políticas públicas e o enfrentamento à violência de gênero.

Durante o evento, foram debatidos os avanços da Lei Maria da Penha ao longo de duas décadas, além dos desafios que ainda limitam sua aplicação na prática.

Falta de estrutura compromete proteção

A representante do estado destacou que, apesar da legislação, ainda há falhas estruturais que comprometem a segurança das vítimas.

Entre os principais problemas apontados estão:

  • Falta de efetivo policial para acompanhamento dos casos;
  • Quantidade insuficiente de Patrulhas Maria da Penha;
  • Ausência de equipamentos de monitoramento, como tornozeleiras eletrônicas.

Segundo a parlamentar, quando há casos de feminicídio mesmo com medidas protetivas, isso indica falhas na execução das políticas públicas e não na legislação em si.

Representatividade feminina em pauta

Outro ponto debatido foi a baixa participação de mulheres na política, considerada um obstáculo para o avanço de ações voltadas à proteção feminina. A ampliação de investimentos e políticas específicas foi defendida como essencial.

Avanços e ampliação de atendimentos

A Procuradoria da Mulher no estado tem ampliado sua atuação, com crescimento da estrutura e aumento no número de atendimentos realizados no último ano.

Entre os resultados recentes estão:

  • Expansão da equipe técnica;
  • Mais de 500 atendimentos realizados;
  • Fortalecimento do apoio institucional.

Para o próximo período, a expectativa é intensificar as ações, especialmente diante do aumento da violência política de gênero em anos eleitorais.

Troca de experiências fortalece ações

O encontro também serviu como espaço para troca de experiências entre estados. Iniciativas bem-sucedidas, como programas de qualificação profissional e apoio psicossocial às vítimas, foram apresentadas como modelos replicáveis.

As propostas incluem parcerias com instituições e ampliação das redes de acolhimento, consideradas essenciais para garantir proteção mais eficaz às mulheres.

Desafio contínuo no combate à violência

O fortalecimento das procuradorias e das redes de apoio foi apontado como caminho estratégico para ampliar o acesso à justiça e reduzir os índices de violência contra a mulher.

A discussão reforça que, apesar dos avanços, o enfrentamento à violência de gênero ainda exige ações integradas, investimento público e maior participação feminina nos espaços de decisão.

Qual sua opinião sobre as políticas de proteção às mulheres no Brasil? Comente!

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.