Moradia ganha destaque em sessão na ALMT

Debate na Assembleia expõe déficit habitacional e reforça moradia como direito essencial à população.

Como enfrentar a falta de moradia que afeta milhares de famílias? O tema ganhou força durante sessão solene na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que discutiu o direito à moradia digna e o déficit habitacional no estado.

Debate sobre moradia reúne lideranças

A sessão, realizada na segunda-feira (16), marcou a Campanha da Fraternidade 2026, com foco em moradia. O encontro reuniu representantes de movimentos sociais, lideranças religiosas e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Durante o evento, foi destacado que a habitação digna é um dos principais desafios sociais atuais. Em Cuiabá, cerca de 70 mil famílias ainda precisam de moradia adequada, evidenciando a urgência de políticas públicas eficientes.

Reconhecimento e homenagem

Na ocasião, o arcebispo Dom Mário Antônio da Silva recebeu o Prêmio Estadual de Direitos Humanos Padre José Ten Cate. A homenagem reconhece sua atuação em causas sociais e no apoio a populações vulneráveis.

Em seu discurso, ele ressaltou que a moradia digna vai além de um teto. Segundo ele, viver com qualidade envolve acesso a estrutura básica, segurança e condições adequadas de vida.

Déficit habitacional preocupa

Dados apresentados durante a sessão indicam que:

  • Cerca de 73 mil famílias enfrentam falta de moradia ou risco de despejo;
  • Mais de 1.700 pessoas vivem em situação de rua na capital;
  • Muitas residências não possuem condições mínimas de infraestrutura.

Especialistas apontam que a ausência de políticas habitacionais contínuas agrava o problema, dificultando o acesso a emprego, saúde e educação.

Moradia e políticas públicas

Representantes de movimentos sociais destacaram que garantir acesso à moradia é essencial para inclusão social. Sem endereço fixo, cidadãos enfrentam barreiras para acessar serviços básicos e oportunidades.

Programas habitacionais foram citados como alternativas para reduzir o déficit, mas a demanda ainda supera a oferta, exigindo ampliação de investimentos e ações permanentes.

Reflexão social e direitos

A Campanha da Fraternidade reforça que a moradia deve ser tratada como direito humano fundamental, e não apenas como um bem de mercado. A iniciativa propõe reflexão sobre desigualdade e justiça social.

O debate também destacou que viver com dignidade inclui acesso a condições básicas como saneamento, ventilação adequada e segurança estrutural.

O tema segue em pauta e exige atenção contínua do poder público e da sociedade. Qual a sua opinião sobre o acesso à moradia no Brasil? Comente!

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