Preços da lima ácida tahiti reagem em março com oferta reduzida no fim da safra

Chuvas limitam colheita, enquanto expectativa de nova florada anima produtores, aponta Cepea

Os preços da lima ácida tahiti voltaram a subir em março, após o recuo registrado entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. A recuperação das cotações está diretamente ligada à menor oferta neste período de final de safra, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Na parcial do mês, até o dia 18, a fruta registra média de R$ 23,29 por caixa de 27,2 kg, valor 8,9% superior ao observado em fevereiro, quando a colheita estava em seu pico. O movimento de alta reflete um mercado mais ajustado, com menor disponibilidade do produto.

De acordo com agentes consultados pelo Cepea, as chuvas registradas até a semana passada impactaram o ritmo da colheita, que só começou a ser retomada nos últimos dias. Além disso, produtores relatam que os frutos apresentam coloração mais clara, consequência do maior número de dias nublados — fator que pode reduzir a atratividade comercial da fruta e dificultar as vendas.

Por outro lado, o clima mais úmido no primeiro trimestre tem contribuído positivamente para o desenvolvimento das lavouras. Pesquisadores do Cepea destacam que as chuvas favoreceram as condições fisiológicas das plantas e estimularam a formação da próxima florada.

Apesar do cenário positivo para o desenvolvimento das plantas, o potencial produtivo ainda dependerá das próximas etapas do ciclo, especialmente do pegamento dos frutos. Esse processo deverá ser acompanhado mais de perto nas próximas semanas, embora a percepção inicial dos agentes do setor seja de uma florada satisfatória.

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