O mercado de trigo caminha para o encerramento de janeiro de 2026 em ritmo lento, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Segundo o Centro de Pesquisas, a dinâmica atual reflete o foco dos produtores na colheita da safra de verão e no cultivo das lavouras de segunda safra, enquanto os compradores seguem atuando de forma pontual.
De acordo com os pesquisadores, a presença da demanda tem se concentrado apenas na renovação parcial de estoques, o que limita o volume de negociações no mercado spot. Nem mesmo o comércio externo apresentou reação no período, com importações e exportações abaixo dos níveis registrados em janeiro de 2025.
Do lado da oferta, as vendas ocorrem principalmente em situações específicas, ligadas à necessidade de geração de caixa ou à liberação de espaço nos armazéns. Já pela ótica da demanda, agentes indicam estar bem abastecidos, seja por volumes remanescentes em estoque ou por contratos previamente firmados para os meses de janeiro e fevereiro.
Esse cenário, segundo o Cepea, tende a restringir ainda mais a procura no mercado spot no curto prazo, mantendo o ritmo moderado das negociações no início de 2026.
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