O agronegócio de Mato Grosso enfrenta dois desafios simultâneos na transição entre os ciclos agrícolas: reforçar o controle do bicudo-do-algodoeiro durante a entressafra e avançar com o plantio da soja 2026/27. Entre 11 e 17 de outubro, o monitoramento realizado pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) registrou aumento expressivo nas capturas do inseto em armadilhas instaladas em diferentes regiões do estado.
O cenário levou à recomendação de intensificar as medidas de controle nas propriedades rurais para reduzir a população da praga e evitar sua proliferação no próximo ciclo do algodão.
Ao mesmo tempo, a semeadura da soja avança em ritmo acelerado. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o plantio alcançou 51,86% da área prevista até 16 de outubro, resultado que supera o registrado no mesmo período da safra anterior.
Bicudo-do-algodoeiro exige reforço no controle durante a entressafra
O aumento das capturas do bicudo-do-algodoeiro nas armadilhas de monitoramento reforça a necessidade de atenção à sanidade das lavouras durante a entressafra em Mato Grosso.
O acompanhamento é realizado pelo IMAmt, ligado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). A recomendação técnica é intensificar as medidas de contenção para reduzir a presença do inseto e diminuir os riscos para a próxima safra.
Entre as principais ações recomendadas estão:
- Destruição rigorosa das soqueiras de algodão;
- Eliminação de plantas voluntárias nas bordas dos talhões;
- Recolhimento dos fardos remanescentes;
- Uso contínuo de tubos mata-bicudo, conforme as orientações técnicas.
Essas medidas fazem parte das estratégias de manejo da praga e buscam reduzir as condições favoráveis à sua sobrevivência e reprodução entre os ciclos produtivos.
Enquanto os produtores reforçam os cuidados fitossanitários, as unidades industriais de Mato Grosso continuam concentradas no beneficiamento da pluma colhida.
Plantio da soja 2026/27 alcança 51,86% da área prevista
O plantio da soja em Mato Grosso chegou a 51,86% da área projetada para a safra 2026/27 até 16 de outubro, conforme levantamento do Imea.
Em uma semana, a semeadura avançou 18,58 pontos percentuais. O índice também ficou 8,28 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra anterior.
Apesar da distribuição irregular das chuvas, a umidade tem sido suficiente para permitir o avanço das operações mecanizadas na maior parte do estado.
O ritmo de semeadura é acompanhado de perto pelos produtores, especialmente porque o calendário de implantação da soja influencia o planejamento da segunda safra, incluindo as áreas destinadas ao cultivo do algodão e de outras culturas no início de 2027.
Médio-Norte lidera a semeadura da soja em Mato Grosso
Entre as regiões produtoras, o Médio-Norte apresenta o maior percentual de área semeada, com 69,32% da área prevista. Na sequência aparece a região Oeste, onde o plantio alcançou 61,58%.
O avanço da semeadura dentro da janela considerada ideal favorece o planejamento das atividades agrícolas e a organização do calendário da segunda safra.
As condições climáticas continuam sendo um fator importante para o andamento dos trabalhos no campo. A distribuição das chuvas influencia tanto o ritmo do plantio quanto o estabelecimento inicial das lavouras.
Produtores conciliam manejo do algodão e planejamento da próxima safra
A transição entre os ciclos agrícolas exige atenção a diferentes etapas da produção em Mato Grosso. Enquanto o beneficiamento do algodão colhido continua, o controle do bicudo-do-algodoeiro ganha importância para reduzir os riscos fitossanitários da próxima temporada.
Paralelamente, o avanço da soja 2026/27 permite aos produtores organizar as etapas seguintes do calendário agrícola.
O acompanhamento das condições climáticas, o monitoramento de pragas e o cumprimento das recomendações técnicas são fatores importantes para a condução das lavouras e o planejamento da próxima safra no estado.
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