A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) manifestou preocupação com a decisão da Secretaria do Tesouro Nacional de suspender novas contratações de financiamentos rurais subvencionados pelo governo a partir de 21 de fevereiro de 2025. A entidade disse, por meio de nota assinada pelo presidente Vilmondes Tomain, que a medida compromete diretamente a continuidade da produção agropecuária, a segurança alimentar e a estabilidade econômica do setor.
A suspensão do crédito rural gera insegurança para os produtores, especialmente no momento em que muitos ainda colhem a safra atual e iniciam o plantio da próxima. O setor já enfrenta desafios como oscilações cambiais, aumento nos custos de produção e uma taxa de juros elevada. Sem o suporte governamental, o cenário se torna ainda mais desafiador.
A Famato destaca que o agronegócio tem papel fundamental na economia brasileira, sendo responsável por grande parte das exportações, pela geração de empregos e pelo abastecimento de alimentos a preços acessíveis. A falta de recursos para a equalização de juros pode comprometer a competitividade do setor e gerar impactos negativos em toda a cadeia produtiva.
Diante disso, a entidade cobra uma gestão fiscal eficiente que garanta a execução plena dos recursos previstos no Plano Safra. Segundo a Famato, medidas urgentes precisam ser adotadas para restabelecer o crédito rural e evitar prejuízos irreversíveis à economia. A federação reforça que seguirá atuando em defesa dos produtores rurais, buscando soluções concretas para assegurar a sustentabilidade do agronegócio no Brasil.