Colheita de milho em Mato Grosso ultrapassa 90% da área e Médio-Norte mira reta final

A reta final da colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso consolida um cenário de forte ritmo operacional no campo. Levantamentos divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que os trabalhos atingiram 90,66% da extensão total estimada em 7,3 milhões de hectares no estado, impulsionados por um salto expressivo de quase 12 pontos percentuais na variação semanal.

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O avanço regional e o protagonismo do Médio-Norte

Enquanto a média geral do estado demonstra agilidade nas operações — posicionando-se 0,29 ponto percentual à frente do ciclo 2024/25, embora ainda levemente atrás da média histórica de cinco anos (92,68%) —, o desempenho apresenta disparidades técnicas entre as regiões produtoras. O destaque absoluto fica por conta do Médio-Norte mato-grossense, onde as colheitadeiras já cobriram 98,03% dos 2,6 milhões de hectares cultivados, com projeções de encerramento total das atividades já nos próximos dias.

Outras regiões também acompanham o ritmo acelerado de encerramento da safra. O Norte do estado registra 96,52% de área colhida, seguido de perto pelo Nordeste com 93,83% e pela região Noroeste com 91,36%. Na porção central e oeste mato-grossense, os índices marcam 89,39% e 87,39%, respetivamente, demonstrando que a esmagadora maioria do território estadual caminha para o fechamento dos trabalhos de campo.

Os gargalos climáticos no Sudeste mato-grossense

Em contraste direto com a velocidade observada no norte e médio-norte, a região Sudeste concentra o principal ponto de retenção logística da temporada. Os produtores locais completaram 67,59% da área prevista, acumulando um atraso de 4,28 pontos percentuais em relação ao ciclo anterior.

O cenário na porção sudeste é reflexo direto de intempéries climáticas registradas ao longo dos meses anteriores, cujos desdobramentos atrasaram o cronograma inicial da colheita da soja e deixaram o solo vulnerável a episódios de chuvas fora de época. Esse fator estendeu o calendário de manejo para o cereal, exigindo dos agricultores locais um esforço redobrado de logística e maquinário para concluir a temporada sem prejuízos à qualidade dos grãos armazenados.

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