A colheita da soja em Mato Grosso começou a ganhar ritmo mais consistente e já reflete diretamente no avanço das demais culturas da segunda safra. De acordo com os boletins divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na sexta-feira (16), o Estado alcançou 6,69% da área colhida da oleaginosa na safra 2025/2026, um avanço expressivo em relação à semana anterior e também superior ao registrado no mesmo período da safra passada, quando o índice era de 1,41%.
O ritmo dos trabalhos no campo mostra um comportamento mais acelerado em praticamente todas as regiões produtoras. O Médio-Norte, principal polo da soja em Mato Grosso, lidera a colheita, com 11,92% da área concluída, seguido pelas regiões Norte, com 8,56%, e Centro-Sul, que já atingiu 6,82%. Mesmo regiões tradicionalmente mais tardias, como o Nordeste e o Sudeste, apresentam evolução contínua, ainda que em patamares mais modestos, o que indica uma dispersão positiva das atividades em todo o território mato-grossense.
Na comparação anual, o desempenho da safra 2025/2026 é significativamente superior. O Estado apresenta um avanço de 5,28 pontos percentuais em relação ao mesmo momento da safra 2024/2025, sinalizando melhores condições operacionais e maior fluidez na retirada da soja das lavouras. Esse cenário favorece não apenas a logística, mas também o calendário agrícola das culturas subsequentes.
Semeadura em ação
Com a soja deixando o campo, a semeadura do milho segunda safra começa a ganhar tração. Segundo o Imea, 2,79% da área prevista para o cereal já foi plantada em Mato Grosso, índice bem acima do observado no mesmo período do ano passado, quando o percentual era praticamente nulo. O destaque novamente fica para o Médio-Norte, que já soma 4,84% da área semeada, seguido pelo Noroeste, com 3,45%, e pelo Nordeste, com 2,85%.
O avanço semanal da semeadura do milho foi de 2,55 pontos percentuais, demonstrando que os produtores estão aproveitando as janelas abertas pela colheita da soja para acelerar o plantio, fator considerado decisivo para o potencial produtivo da cultura, especialmente diante dos riscos climáticos que costumam aumentar a partir do outono.
Outro movimento relevante apontado pelos boletins do Imea é a forte evolução da semeadura do algodão. O Estado atingiu 29,04% da área plantada, percentual superior à média dos últimos cinco anos e também acima do registrado na safra anterior, que era de 19,34% no mesmo período. O avanço semanal impressiona, com salto de quase 21 pontos percentuais, refletindo uma intensificação das operações no campo.
Regiões como o Sudeste lideram o plantio do algodão, com 45,84% da área semeada, seguidas pelo Centro-Sul, com 29,25%, e pelo Nordeste, que alcançou 28,45%. O desempenho indica maior confiança dos produtores na cultura, além de uma estratégia clara de antecipação para mitigar riscos climáticos e operacionais ao longo do ciclo.
Dinamismo nas lavouras
De forma geral, os dados reforçam um início de ano agrícola marcado por dinamismo nas lavouras e sincronização entre colheita e plantio, elementos fundamentais para o desempenho das safras em Mato Grosso. O comportamento observado até agora sugere um cenário mais favorável em relação ao ano anterior, embora o Imea ressalte que o andamento das atividades seguirá condicionado às condições climáticas e à manutenção do ritmo operacional nas próximas semanas.
Os boletins completos fazem parte do monitoramento contínuo do Imea e servem de referência para produtores, agentes do mercado e instituições que acompanham de perto a evolução da safra mato-grossense, uma das mais relevantes do país, conforme destaca o acompanhamento divulgado e repercutido por CenarioMT.
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