Boi firme, frango e suíno em queda: proteínas bovina se mantém valorizada mesmo na Quaresma

Cepea aponta estabilidade na carcaça casada, enquanto suíno recua 1,54% e frango despenca 6,35% em março; exportações aquecidas e oferta restrita seguram preços da carne bovina no atacado

Em um cenário de desvalorização das proteínas concorrentes, a carne bovina mantém preços firmes no atacado da Grande São Paulo ao longo de março, impulsionada pelas exportações em patamares elevados e pela menor disponibilidade interna. É o que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A firmeza ocorre mesmo em um período tradicionalmente desfavorável ao consumo de carne bovina – a Quaresma – e diante da maior competitividade das proteínas substitutas, cujos preços estão em queda.

Cenários distintos entre as proteínas

Na parcial de março (de 27 de fevereiro a 24 de março), o Cepea registrou:

  • Carcaça casada bovina: estabilidade nos preços.
  • Carcaça suína: desvalorização de 1,54%.
  • Frango resfriado: queda expressiva de 6,35%.

Segundo os pesquisadores, no caso dos suínos, o aumento da produção acima do consumo tem pressionado os valores e mantido as margens dos produtores apertadas, especialmente diante dos custos elevados.

Já o mercado de frango segue em trajetória de queda, refletindo a combinação de oferta abundante e demanda interna enfraquecida.

Exportações sustentam a bovina

A resiliência da carne bovina é atribuída ao forte ritmo de vendas externas, que reduz a oferta para o mercado doméstico, e à menor disponibilidade de animais para abate neste período do ano. Esse cenário tem segurado os preços mesmo diante da tradicional retração de consumo típica da Quaresma.

O mercado segue atento à evolução das exportações e à dinâmica de oferta de animais, fatores que deverão continuar influenciando os patamares de preço das proteínas nas próximas semanas.

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