O produtor rural de Mato Grosso vive uma corrida contra o tempo e contra o clima nesta safra 2025/26. Segundo dados do Imea, a semeadura do milho atingiu 93,68% da área prevista, mas carrega um atraso superior a 20 dias em relação à janela ideal. O motivo? Um efeito dominó que começou na falta de chuva para a soja em novembro e terminou no excesso de água para a colheita em fevereiro.
Dados do Aproclima revelam que o excesso de umidade está concentrado em polos estratégicos. Municípios como Diamantino, Nova Mutum, Vera, Sinop, Cláudia, Matupá e Querência registraram acumulados críticos entre 700 e 900 mm.
O “Dilúvio” em Números
O sistema Aproclima (Aprosoja MT) registrou volumes impressionantes entre 25 de dezembro e 25 de fevereiro. Municípios estratégicos receberam entre 700 e 900 milímetros de chuva em apenas 60 dias:
- Sinop
- Nova Mutum
- Diamantino
- Querência
- Vera
- Cláudia
- Matupá
O diretor financeiro da Aprosoja MT, Nathan Belusso, alerta que o milho é uma cultura muito mais técnica que a soja. “A perda de plantas por enxurradas reduz a população do estande e impacta diretamente na produção final”, explica. Além disso, a vice-presidente sul, Laura Battisti Nardes, reforça que o excesso hídrico na germinação pode comprometer a viabilidade econômica do produto.
A preocupação do produtor: “Plantar e torcer”
Mesmo fora do período ideal, produtores seguem com as máquinas no campo. Com insumos já comprados, o setor agora “reza” para que as chuvas se estendam até a fase de florescimento para evitar prejuízos financeiros.
Em Nova Ubiratã, o produtor Fábio Luis Bratz resume o sentimento do campo. Com sementes e adubos já comprados, o plantio segue mesmo fora da janela. “O problema é se a chuva cortar mais cedo e não der tempo do milho expressar seu potencial”, relata o agricultor, que agora foca na esperança de que as chuvas se mantenham até o final do ciclo.
Resumo da Situação Atual:
- Área Semeada: 93,68% (Imea).
- Atraso: +20 dias fora da janela ideal.
- Gargalo: Solo encharcado impede entrada de máquinas e causa compactação.
- Próximo passo: Monitoramento do florescimento entre abril e maio.
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