Uma onça-pintada foi registrada protegendo a carcaça de um animal de grande porte dentro de um rio na região de Porto Jofre, no Pantanal de Mato Grosso. O vídeo, divulgado pelo biólogo João Biagi, chamou atenção pelo tamanho da presa, identificada posteriormente como um búfalo com mais de 600 quilos.
As imagens mostram o momento em que a fêmea entra na água e se posiciona sobre o animal morto para impedir a aproximação de urubus e outros predadores, comportamento considerado comum entre grandes felinos.
Comportamento serve para garantir alimento por vários dias
Segundo o biólogo, o registro foi feito em setembro de 2024, mas voltou a repercutir após ser publicado nas redes sociais.
A onça, conhecida como Carvarinha, já é monitorada há anos na região do Rio Piquiri e costuma aparecer em estudos sobre o comportamento da espécie no Pantanal.
De acordo com João Biagi, proteger a carcaça é uma estratégia natural.
“Predadores defendem a presa para evitar que outros animais consumam. Uma carcaça desse tamanho pode alimentar a onça por vários dias”, explicou.
Búfalos são presas difíceis para onças
O especialista destacou que búfalos não costumam ser caçados por onças, justamente por serem muito grandes e agressivos.
O animal pode ultrapassar 600 kg, o que torna o confronto arriscado até para um predador de grande porte.
Os búfalos foram introduzidos no Pantanal justamente como forma de reduzir ataques ao gado, já que as onças tendem a evitar esse tipo de presa.
“O búfalo é muito forte e pesado. Muitas vezes é mais perigoso encontrar um búfalo do que uma onça”, afirmou o biólogo.
Defesa da presa é comum na natureza
Segundo pesquisadores, esse tipo de comportamento é frequente quando a presa é grande.
Há registros de onças que permanecem dias protegendo o alimento, principalmente quando há disputa com aves, jacarés ou outros felinos.
Em um caso citado pelo biólogo, outra onça chegou a defender uma carcaça por quase uma semana enquanto alimentava os filhotes.
Onça monitorada é importante para a espécie
Carvarinha é uma fêmea conhecida por pesquisadores desde 2015 e já teve vários filhotes no Pantanal.
O acompanhamento ajuda a entender o comportamento da espécie e reforça a importância da preservação do bioma.
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