Após mais de 13 anos, Brasília voltou a sediar a 6ª Conferência Nacional das Cidades, que ocorre entre os dias 24 e 27, reunindo mais de 1,6 mil representantes de diferentes regiões do país. O objetivo principal é definir diretrizes para a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU), voltada à promoção de cidades mais sustentáveis e inclusivas.
O encontro é organizado pelo Conselho das Cidades, órgão vinculado ao Ministério das Cidades, e representa a etapa final de um amplo processo participativo. Antes da fase nacional, debates foram realizados em mais de 1,8 mil dos 5.570 municípios brasileiros, abrangendo os 26 estados e o Distrito Federal.
Além de gestores públicos, participam do evento representantes da academia, movimentos sociais e do setor empresarial. Os delegados com direito a voto foram eleitos em conferências estaduais e levam ao encontro as demandas aprovadas em seus territórios. Ao final, as propostas serão consolidadas em um documento que servirá de base para a formulação da PNDU.
As discussões estão organizadas em salas temáticas que abordam habitação, saneamento, mobilidade urbana, regularização fundiária, desenvolvimento das periferias, sustentabilidade, mudanças climáticas, transformação digital, acessibilidade tecnológica e segurança cidadã, entre outros temas.
O ministro das Cidades, Jader Filho, destacou a importância da conferência para garantir a participação social nas decisões. Segundo ele, a diversidade regional do Brasil exige um processo de escuta ampla para a construção de soluções adequadas à realidade dos municípios.
O ministro também ressaltou que a última edição do evento havia sido realizada em 2013, o que, na avaliação da pasta, prejudicou o aprofundamento das discussões sobre políticas urbanas. Ele associou a retomada da conferência à reativação do Conselho das Cidades, extinto em 2019 e restabelecido posteriormente, com reuniões periódicas para debater soluções para os desafios urbanos do país.
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