Polícia Civil de Mato Grosso desmonta esquema de facção criminosa que movimentou R$ 50 milhões

Operação cumpre 75 ordens judiciais e atinge finanças do crime organizado

Fonte: CenárioMT

operação édipo em mato grosso
Jovem de 26 anos desaparece após ir ao banco em Mato Grosso; Operação Édipo é deflagrada - Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (4), a Operação Fruto Oculto, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso responsável por movimentar mais de R$ 50 milhões com o tráfico de drogas. Ao todo, 75 ordens judiciais estão sendo cumpridas, incluindo prisões, buscas, bloqueios bancários e sequestro de bens.

Ação coordenada

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Polícia Civil desmonta esquema de facção criminosa que movimentou R$ 50 milhões – Foto: Polícia Civil

A investigação, conduzida pela Delegacia de Paranaíta, revelou que a facção criminosa utilizava empresas de fachada para ocultar a origem do dinheiro obtido com o tráfico. Foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, 29 de busca e apreensão, além da suspensão de quatro empresas envolvidas no esquema. Também foram bloqueadas 18 contas bancárias, e um apartamento em Cuiabá foi sequestrado.

As medidas estão sendo cumpridas em diversas cidades mato-grossenses, incluindo Paranaíta, Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Pontes e Lacerda e Terra Nova do Norte, além de São Paulo e Amazonas.

Estrutura criminosa em Mato Grosso

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Polícia Civil desmonta esquema de facção criminosa que movimentou R$ 50 milhões – Foto: Polícia Civil

As investigações começaram em 2024, após denúncias sobre a atuação da facção no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro. Os criminosos operavam com uma estrutura bem organizada, com divisão de funções, incluindo o recrutamento de menores.

Em junho do ano passado, sete mandados de busca já haviam sido cumpridos, resultando na apreensão de drogas como maconha, skunk, pasta base e cocaína, além de armas e munições. Duas pessoas foram presas por tráfico e porte ilegal de armamento de uso restrito.

Empresas de fachada

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Polícia Civil desmonta esquema de facção criminosa que movimentou R$ 50 milhões – Foto: Polícia Civil

O esquema de lavagem de dinheiro envolvia quatro empresas fictícias, sendo duas em Cuiabá, uma em Várzea Grande e outra em São Paulo. Apenas uma delas, do ramo de artigos religiosos, estava em funcionamento e teve as atividades suspensas pela Justiça.

Um dos investigados, residente no Amazonas e apontado como sócio de uma dessas empresas, também foi alvo da operação.

A delegada responsável pelo caso destacou que o foco da operação foi desestruturar financeiramente a facção. “Atacamos os braços financeiros do grupo, reduzindo seus lucros e enfraquecendo sua atuação”, explicou.

O nome da operação, Fruto Oculto, faz referência ao uso de empresas de fachada para disfarçar a origem ilícita dos valores movimentados pelo grupo criminoso.