Paralisação no Jornalismo da UFMT Alunos e professores param atividades para cobrar avanço em novo PPC

Estudantes e professores do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no campus de Cuiabá, cruzaram os braços nesta quarta-feira (23) em uma paralisação que segue até quinta-feira (24). O movimento cobra agilidade na tramitação do novo Projeto Pedagógico de Curso (PPC), travado nos corredores burocráticos da instituição desde 2023, sob o receio de que a demora acabe prejudicando o cumprimento dos prazos de conclusão de curso dos acadêmicos.

A mobilização — aprovada em assembleia com ampla maioria no início de setembro — exige que a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG) encaminhe o documento para análise e votação definitiva no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), permitindo que a nova matriz curricular entre em vigor a partir de 2027.

O principal ponto de atrito envolve a exigência da PROEG de tornar as disciplinas de inglês e espanhol obrigatórias na grade, uma medida defendida para adequação às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs). O Colegiado de Jornalismo contesta a obrigatoriedade e aponta dificuldades estruturais: um levantamento feito pelo curso em 27 instituições públicas de ensino superior do país revelou que apenas a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) mantém ambos os idiomas como obrigatórios na graduação.

Protesto e Posicionamento Institucional

Munidos de cartazes, manifestantes ocuparam o saguão da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA) e realizaram um ato em frente à reitoria para exigir celeridade nas negociações. Durante o período de paralisação, o colegiado garantiu que o conteúdo das disciplinas em andamento será reposto para evitar perdas acadêmicas aos alunos.

Em nota oficial, a administração da UFMT ressaltou que o PPC atual não tem prazo de validade e que a atualização em curso segue os fluxos normativos institucionais, rechaçando a tese de risco imediato às formaturas. A universidade informou que o Consepe já havia determinado ajustes na proposta em fevereiro de 2026, cujas adequações continuam em andamento nas instâncias acadêmicas.

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