Nora é presa em flagrante após confessar ter assassinado sogra em Confresa para tentar manter casamento

Alessandra do Nascimento Gonçalves confessou ter matado a sogra em Confresa e disse que queria evitar a separação do marido durante o luto.

A Polícia Civil de Mato Grosso está investigando a morte de Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, encontrada morta no interior de sua residência situada no município de Confresa, em Mato Grosso. A principal suspeita do crime é a nora da vítima, Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, que confessou a autoria do homicídio e foi presa em flagrante.

De acordo com o depoimento prestado às autoridades policiais, a investigada passava por crises conjugais e arquitetou o plano acreditando que, ao dividir o momento de luto com o marido após a perda da mãe dele, conseguiria impedir que o companheiro se afastasse da família.

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Dinâmica do Crime e Atendimento da Ocorrência

Conforme relatado à polícia, Alessandra deveria ter iniciado sua jornada de trabalho às 4h, mas, após acordar atrasada, utilizou uma cópia de chave para entrar na casa da sogra, onde desferiu golpes utilizando um pedaço de madeira. A intenção inicial da suspeita era simular surpresa posterior, mas, ao constatar que a vítima estava sem vida, entrou em desespero e permaneceu no local.

  • Acionamento Policial: Por volta das 6h35, a Polícia Militar foi acionada por vizinhos que escutaram pedidos de socorro. Ao chegarem, depararam-se com o portão trancado até que a própria suspeita abriu a entrada alegando que ocorrera uma tragédia.
  • Evidências e Perícia: A vítima foi localizada com lesões causadas por objeto contundente e um fio de extensão elétrica enrolado no pescoço. A polícia apreendeu um pedaço de madeira ensanguentado e recuperou a carteira e o celular da vítima, arremessados no terreno de um vizinho.

Investigação e Luto Oficial

Durante o interrogatório, a suspeita negou motivação financeira ligada a cartões de crédito, afirmando que a sogra costumava ajudá-los e pretendia contrair um empréstimo em seu auxílio, mencionando inclusive ter recebido uma mensagem carinhosa com uma oração enviada pela vítima pouco antes do crime.

O caso é tratado como homicídio qualificado, com trabalhos periciais conduzidos pela Politec e pela Polícia Civil. Maria Aparecida era ex-servidora pública municipal, e a Prefeitura de Confresa decretou luto oficial de três dias em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à comunidade.

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