Consórcio liderado pela CS Infra vence leilão para concessão de 634 km de rodovias em Mato Grosso

Grupo com 80% de participação da CS Infra investirá R$ 93 milhões por ano na recuperação e instalação do sistema free flow no Lote 6.

A CS Infra, empresa controlada pela Simpar (SIMH3), venceu a licitação para a concessão do Lote 6 de rodovias estaduais em Mato Grosso. A vitória ocorreu por meio de consórcio firmado em parceria com as empresas MTSUL Construções e Triunfo Participações e Investimentos, no qual a CS Infra deterá 80% de participação na gestão do projeto.

O contrato de concessão terá duração de 30 anos e abrange 634 quilômetros divididos entre os trechos das rodovias MT-020, MT-140, MT-225, MT-244 e MT-251. As malhas rodoviárias leiloadas constituem eixos estratégicos para o escoamento da produção agrícola e pecuária do estado, atendendo ao transporte de soja, milho, algodão e carne bovina.

A proposta vencedora apresentou um desconto de 13,31% sobre a tarifa máxima de pedágio estipulada em R$ 14,56 (com base em valores de janeiro de 2024).

Investimentos previstos e cobrança por free flow

A concessão prevê um aporte financeiro médio de R$ 93 milhões por ano ao longo de três décadas de contrato. O montante será destinado a obras de recuperação de pavimento, sinalização e intervenções de segurança viária.

  • Tecnologia de Pedágio: Instalação de nove pórticos de cobrança automática pelo sistema free flow (passagem livre sem praças físicas de pedágio);

  • Início da Cobrança: A arrecadação tarifária começará no início do segundo ano de contrato, após a finalização das obras iniciais obrigatórias;

  • Reajuste: As tarifas praticadas nos pórticos passarão por correção anual com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com a nova arrematação, a operadora CS Rodovias passa a gerenciar quatro concessões viárias no país, superando a marca de 1,5 mil quilômetros administrados. De acordo com o comunicado aos investidores, a operação não deve pressionar o endividamento da holding Simpar, visto que o início das receitas tarifárias antecederá o cronograma dos investimentos mais expressivos, além de permitir ganhos operacionais por sinergia com o Lote 5, já gerido pela mesma companhia na região.

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