O crisântemo é uma das flores ornamentais que ajudam a dar cor a vasos, jardins e entradas de casas durante o outono. Com variedades em tons amarelos, brancos, rosas e arroxeados, a planta também chama atenção por sua relação com as piretrinas, compostos vegetais usados na produção de inseticidas.
Apesar dessa associação, cultivar crisântemo no quintal não significa criar uma proteção contra pulgas ou carrapatos. A piretrina utilizada no controle de insetos vem principalmente das flores do piretro, espécie atualmente classificada como Tanacetum cinerariifolium. O composto passa por extração, processamento e formulação antes de chegar aos produtos destinados ao combate de pragas.
Como as piretrinas funcionam
As piretrinas são compostos naturais que afetam o sistema nervoso de diversos insetos. Elas são utilizadas em produtos voltados ao controle de mosquitos, moscas, formigas, pulgas e outras pragas.
O uso industrial envolve concentrações e formulações específicas. Por isso, o simples cultivo de crisântemo, o aroma das flores ou o contato ocasional com as pétalas não produz o mesmo efeito de um inseticida desenvolvido para essa finalidade.
Também não há evidência de que colocar vasos próximos ao local onde o cachorro permanece forme uma barreira capaz de impedir carrapatos ou eliminar pulgas. A planta pode embelezar o ambiente, mas não substitui medidas de controle comprovadas.
Crisântemo pode ser tóxico para cães
Além da falsa ideia de proteção contra parasitas, existe outro ponto importante para os tutores. Crisântemos são considerados tóxicos para cães e gatos. A ingestão pode provocar sinais como vômito, diarreia, salivação excessiva e falta de coordenação. Animais sensíveis também podem apresentar irritação na pele.
Por esse motivo, vasos devem ficar fora do alcance de animais que costumam mastigar folhas, mexer na terra ou brincar com plantas. Floreiras elevadas e áreas protegidas ajudam a evitar o contato, inclusive com folhas e pétalas que caem no chão.
Se o cachorro ingerir a planta ou apresentar sintomas após o contato, o indicado é procurar atendimento veterinário e informar qual espécie estava no ambiente. Não é recomendado preparar extratos, pós ou sprays caseiros com flores para aplicar no animal ou nas áreas onde ele permanece.
Controle de pulgas exige mais de uma medida
O combate às pulgas precisa considerar tanto o animal quanto o ambiente. Uma estratégia eficaz busca reduzir os parasitas adultos e também as formas imaturas que ficam em locais frequentados pelo cachorro.
- Lavar com frequência camas, mantas e tecidos usados pelo animal;
- Aspirar pisos, frestas, tapetes e estofados;
- Manter a grama aparada e retirar folhas acumuladas;
- Controlar o mato alto e reduzir áreas úmidas e protegidas;
- Diminuir o acesso do animal a locais com maior presença de parasitas.
Em infestações mais intensas, o controle pode levar semanas ou meses. Por isso, interromper os cuidados logo após perceber menos parasitas pode favorecer uma nova infestação.
Proteção contra carrapatos
No quintal, o manejo da vegetação ajuda a reduzir ambientes favoráveis aos carrapatos. A retirada de folhas acumuladas, o controle do mato e a entrada de luz em áreas externas podem contribuir para um ambiente menos favorável à permanência desses parasitas.
O tutor também deve observar o pelo do cachorro diariamente, principalmente depois de passeios, contato com vegetação ou permanência em áreas externas. Carrapatos encontrados precisam ser retirados rapidamente com técnica adequada.
Antiparasitário deve ter orientação veterinária
A principal proteção contra pulgas e carrapatos deve ser definida com orientação de um médico-veterinário. A escolha considera fatores como peso, idade, espécie, rotina e condições de saúde do animal.
Produtos destinados a cães não devem ser aplicados em gatos sem orientação profissional. Algumas substâncias podem provocar intoxicação nesses animais.
O controle também precisa ser contínuo. Além do antiparasitário indicado, a inspeção frequente do animal e a limpeza dos espaços onde ele vive ajudam a reduzir o risco de novas infestações.
Flor ornamental não substitui prevenção
O crisântemo pode fazer parte da decoração do jardim, desde que fique em um local seguro para os animais. A relação da planta com compostos usados em inseticidas é real, mas isso não significa que seu cultivo funcione como tratamento contra pulgas ou carrapatos.
Para proteger o cachorro, a prevenção deve combinar medidas veterinárias, inspeção do pelo, higiene dos tecidos e manejo adequado do quintal. Assim, a flor pode cumprir seu papel ornamental sem criar uma falsa sensação de segurança.
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