O mercado da soja segue em alta no Rio Grande do Sul, mesmo com o retorno pontual das chuvas. Segundo dados da Emater-RS, a saca registrou valorização, refletindo os impactos da estiagem prolongada que atrasou o início da colheita no estado. Até o momento, apenas 5% da área foi colhida, enquanto as chuvas localizadas ajudaram a estabilizar parcialmente os preços, sem afastar a incerteza provocada pelo déficit hídrico.
Mercado internacional influencia valorização da soja
Além das condições climáticas adversas no Brasil, fatores externos também influenciaram a alta da soja. A disputa comercial entre Estados Unidos e China contribuiu para fortalecer a demanda pelo grão brasileiro, elevando os preços nas principais regiões produtoras.
Na Bolsa de Chicago, as cotações subiram impulsionadas pelo aumento das exportações norte-americanas e pelas previsões desfavoráveis para a safra da Argentina. Os contratos futuros para maio registraram alta de 1,02%, encerrando a sessão a US$ 10,1075 por bushel.
Preços da soja pelo Brasil
O impacto dessa valorização foi sentido em diversas regiões do país. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, os preços ficaram da seguinte forma:
- Luís Eduardo Magalhães (BA): R$ 117
- Triângulo Mineiro (MG): R$ 117,50
- Dourados (MS): R$ 118
- Porto de Rio Grande (RS): R$ 135
No Paraná, o preço da saca subiu 0,38%, chegando a R$ 128,07 no interior do estado. Em Paranaguá, a valorização foi ainda maior, atingindo 1,90%, com o grão negociado a R$ 134,88.
Valorização do trigo acompanha tendência da soja
Além da soja, o trigo também registrou alta no mercado brasileiro. No Paraná, a tonelada subiu 0,84%, sendo comercializada a R$ 1.520,74. Já no Rio Grande do Sul, o preço alcançou R$ 1.377,99, de acordo com dados do Cepea.
O cenário atual reforça a influência do clima e do mercado internacional sobre os preços das commodities agrícolas no Brasil. A tendência para os próximos meses dependerá do avanço da colheita e das oscilações nas exportações globais.